Quem somos

Ação Identitária Paulista

O que é a Ação Identitária Paulista?

A Ação Identitária Paulista nasceu com o intuito de superação do discurso político corrente. Isto é, apresentar uma nova via política alternativa que se enquadre dentro da identidade Paulista e que reflita os seus valores mais tradicionais. Assim, a Ação Identitária propõe um discurso que esteja além do economicismo do debate político atual, mas visa a reconstrução de um mundo em que a tradição, a identidade cultural, a família, o trabalho e os valores em geral constituam integralmente o homem e não apontem meramente para um sistema que só visa o lucro, o dinheiro e a criação de um mercado internacional que não vê fronteiras e culturas com suas tradições e visões de mundo específicas, mas apenas oportunidades de exploração econômica. A Ação Identitária busca a construção de um homem com raízes, memória e história e conectado à sua comunidade, com autonomia e poder de construção e transformação, não um homem individualista que age apenas em defesa de interesses econômicos egoístas e escravo do consumismo, materialismo e individualismo.

A Ação Identitária Paulista seria um grupo de Direita?

O espectro de direita ou esquerda para nós é falho e obsoleto para a realidade atual. Nós evitamos nos colocar dentro de certos espectros políticos porque geralmente estes não refletem os nossos propósitos e ideais.

Se se levar em conta que a direita defende valores tradicionais e de certa forma conservadores, provavelmente seríamos classificados como um movimento de direita, porém há uma tendência na direita de apoiar correntes liberais/libertárias que são hostis a valores tradicionais de comunidade e tradição, nesse ponto não poderíamos ser classificados como direita. Outra característica atribuída à direita é a manutenção do status quo, ou seja, a conservação da ordem vigente, porém não vemos na atual situação algo que valha a pena ser conservado, na verdade propomos uma ruptura com os atuais paradigmas rumo a um novo mundo, em que o passado e a tradição tenham uma conexão com o presente e guiem nossa marcha ao futuro. Dessa forma, alguns poderiam nos classificar até mesmo na esquerda, devido a característica da esquerda de propor uma ruptura com a ordem, assumindo caráter revolucionário. Além disso costuma-se opor uma direita individualista contra uma esquerda coletivista. Negamos o individualismo extremo moderno e acreditamos num senso de comunidade, de participação cívica e deveres, mas somos contra o internacionalismo da esquerda, que não vê povos e culturas, mas apenas classes, a burguesa e proletária.

Portanto, não há uma bandeira ideológica que realmente possa nos representar, dessa forma propomos um discurso identitário, que se baseia no estabelecimento de nossa visão de mundo e identidade como povo e assim nossas escolhas ideológicas e políticas são uma consequência de nossa identidade.

O que seria a identidade ou cultura Paulista para a Ação Identitária?

A cultura e identidade Paulistas têm a sua base no mito dos bandeirantes. Vemos o fenômeno bandeirante como nosso mito criador, que deu origem e base à nossa civilização. O processo de expansão das fronteiras, desbravamento dos sertões da América e do estabelecimento de vilas e cidades forjou a identidade e os valores tradicionais do Paulista. O tipo cultural que hoje em dia melhor reflete esses valores é o tipo conhecido como “Caipira”, porém a identidade Paulista também pode ser observada em demais grupos culturais que se instalaram em São Paulo. A palavra caipira tem a sua origem na antiga língua geral Paulista e era usada para se referir ao morador do planalto Paulista, acima da serra, em contraste com o morador do litoral, o chamado “Caiçara”. Os valores de empreendimento, iniciativa, coragem e autonomia dos antigos Paulistas formaram os princípios que regem a mentalidade de nosso povo, porém a cultura Paulista não se restringe apenas a isso.

Mais tarde, com as ondas migratórias para São Paulo, milhões de pessoas, buscando se estabelecer na nova terra em busca de uma vida próspera, trouxeram a São Paulo valores que se adicionaram à base cultural do antigo bandeirante e construíram o que conhecemos como o paulista hoje. Isto é, aquele que reconhece o valor do trabalho na construção do homem e da sua sociedade, do empreendedorismo e da persistência junto com o antigo espírito de autonomia, coragem e honra do bandeirante. Tais imigrantes que saíram pobres de suas terras encontraram em São Paulo a oportunidade para reconstruírem suas vidas e mesmo de ascender numa sociedade em constante crescimento, conduzindo São Paulo ao gigante que é hoje.

Portanto, podemos afirmar que a identidade Paulista consiste numa cultura de raízes ibéricas e, consequentemente, de uma tradição ocidental mais antiga, junto a elementos que a ela se mesclaram, como a cultura indígena nativa nas terras onde percorreram as bandeiras e as demais culturas que a ela se adicionaram mais tarde, como a dos imigrantes europeus do séc. XIX  e início do XX. Logo, todas essas condições produziram uma síntese cultural única no mundo: a identidade Paulista.

E como se encaixariam os imigrantes dentro da identidade Paulista?

Acreditamos que a identidade Paulista, por ter se provado durante séculos e ter sido capaz de erigir nossa civilização Paulista, tenha a capacidade de absorver pessoas de diferentes contextos culturais. Foi o que aconteceu com os Italianos que vieram a São Paulo para estabelecer suas vidas durante a ascensão do Café e o que aconteceu com as outras ondas imigrantes que vieram a São Paulo mais recentemente, como os imigrantes nordestinos. É observável a tendência dos imigrantes de absorverem os valores da cultura Paulista, tais como a ética do trabalho e o empreendedorismo, por isso tornam-se capazes de se integrar à nossa cultura e dentro de poucas gerações já se veem como Paulistas e pouco conectados aos seus contextos culturais originais. Por isso, aceitamos aqueles imigrantes que venham para São Paulo para construírem suas vidas e adicionar à nossa cultura.

Por outro lado somos contra o projeto de imigração descontrolada promovido pelas elites globalistas da modernidade, pois tal projeto visa a destruição das identidades culturais para alcançar uma massa de trabalhadores desconectada de qualquer valor de comunidade e puramente centrada no materialismo. Além de que tal projeto visa a integração forçada de grupos culturais de valores incompatíveis e que não respeitam os valores da comunidade que os recebe, tal como acontece em países da Europa em que os europeus são obrigados a aceitar levas enormes de imigrantes que não respeitam as suas comunidades e valores. Tudo isso leva à criação de periferias, tensão social entre diferentes grupos étnicos, a queda da qualidade de vida das camadas trabalhadoras a partir da redução de salários e a hostilidades. Por haver tamanha tensão entre grupos culturais distintos, a tendência é uma ascensão do individualismo, duplo s padrões (consequentes de políticas de inclusão) e uma desconfiança generalizada que leva a uma falha no comunitarismo e na política, em essência, como meio de se organizar a sociedade de modo a garantir as melhores condições a todos.

Então a identidade Paulista é vista de uma forma “superior”?

Não superior, mas especial para nós Paulistas, pois somos criados dentro dela e ela nos compõe. Dessa forma, a destruição da identidade Paulista implica na destruição do que somos, por isso buscamos a sua defesa. Acreditamos que os diversos povos na terra tenham o direito de preservarem e desenvolverem as suas identidades e que a real diversidade só existe quando podemos contrastar os diferentes pontos de homogeneidade. Isto é, a nossa identidade faz sentido quando entramos em contato com outras.

O paradigma de “diversidade” moderno busca o contrário. Busca a integração forçada de diferentes identidades dentro de um modelo civilizacional ocidental, baseado nos valores do liberalismo, individualismo, materialismo e consumismo, pois tudo isso torna possível a criação de um mercado global e de uma força de trabalho barata que estará cada vez mais distante da participação ativa no desenvolvimento de suas comunidades, ficando restrita apenas à função de engrenagem dentro de um sistema desumano. Portanto, a visão moderna de diversidade implica na visão exclusivista da sociedade ocidental, de modo que o modelo ocidental, isto é, o modelo baseado nos valores do liberalismo e do humanismo secular, seja o único modelo possível. Assim justificam-se atrocidades cometidas ao redor do globo, principalmente na África e no Oriente Médio, que visam a consolidação do mundo ocidental em países que ainda resistem a tal modelo.

Ação Identitária Paulista é um grupo separatista?

A Ação tem como um de seus princípios o resgate, defesa, fortalecimento e autonomia da Identidade Paulista, pois é através dela que poderemos construir uma comunidade sólida e com verdadeira consciência nacional e cívica.

Portanto, a autonomia da Identidade Paulista significa que os Paulistas devem, a partir de sua Identidade, construírem a sua comunidade e se governarem como lhes for mais conveniente. Isso pode significar união, confederação, federalismo, separatismo etc. em relação a alguma entidade política específica, como a República Brasileira, a depender das contingências políticas e históricas.

A autonomia não implica necessariamente no separatismo, pois não vemos razão em criar mais um estado-nação independente dentro dos atuais moldes políticos e sem antes uma regeneração identitária de nossa comunidade, pois isso só levaria a mais um estado refém de mecanismos que visam a destruição dos povos e suas raízes e a uma fraca resistência política aos valores correntes da modernidade, como o marxismo e liberalismo.

Portanto, somos contra grupos separatistas que apenas querem criar um estado independente mas nos mesmos moldes do ocidente liberal. Isso equivale a repetir os mesmos erros do passado e a continuar o processo de destruição da nossa identidade. Um povo não se constrói apenas com muros e fronteiras, mas principalmente por uma memória, história e espírito compartilhados. As fronteiras são uma mera consequência.

Além disso, a Identidade Paulista pode muito bem estar além das atuais fronteiras de nosso estado, que, assim como diversas fronteiras políticas, não são orgânicas, mas nos foram impostas em diversas situações políticas em que não tivemos voz decisiva. Assim, devemos entender primeiro quem somos antes de pensar na melhor forma de nos organizarmos politicamente, pois ao criar mais um estado independente e a partir dele tentar criar uma comunidade equivale à experiência brasileira da construção artificial da “brasilidade”.

Por que a defesa da identidade é importante?

Porque a identidade implica numa conexão com a comunidade e numa superação dos valores individualistas do mundo moderno. Quando o homem é totalmente ligado ao individualismo, ele vê em todos os seus laços com o mundo exterior uma forma de opressão e restrição às suas liberdades. O homem moderno apenas vê liberdades, mas não vê deveres. Assim a vida política e social torna-se inviável, pois não podemos estabelecer valores mais objetivos de virtudes e honra, em que cada um encontra o seu papel dentro de um esquema maior e toma parte ativa no desenvolvimento de sua comunidade. O homem individualista não verá problemas em causar danos aos próximos em benefício de seus interesses egoístas. Dessa forma torna-se fácil entender os movimentos modernos que buscam a destruição das famílias, a destruição das imagens de homem e mulher, dos valores religiosos e das identidades culturais. Se todos esses valores são destruídos, o homem então não verá mais nenhuma restrição às suas liberdades egoístas que o levarão a um estilo de vida que o fará cada vez mais escravo de seus instintos mais baixos e animalescos. O homem será guiado apenas por desejos hedonistas, como uma vida baseada na satisfação de desejos carnais, uso de drogas, consumismo e entretenimento, tornando impossível qualquer diálogo e desenvolvimento humano.

A identidade é a nossa forma de resistência à imposição do individualismo. Ser conectado à sua comunidade não implica em opressão, mas implica que o homem só faz sentido dentro de seu grupo de valores e tradição. Trabalhando para a sua família, os seus próximos e participando ativamente da construção de seu mundo.

Como a Ação Identitária Paulista propõe mudar esse mundo?

Propomos a mudança a partir da reconstrução do homem identitário. Isto é, através do resgate de nossa história, memória e valores. O homem é então conectado ao seu mundo e constrói a sua comunidade.

Construímos famílias, círculos de amizade, grupos e outras formas de resistência. Somos um movimento que visa a ação coletiva.

Agimos então em diferentes frentes. Na política, na intelectual e na artística por exemplo. Fazemos manifestações, produzimos artigos, livros e demais trabalhos, produzimos arte, música e poesia e fazemos muito mais. Incentivamos que cada um de nossos membros busque descobrir as suas potencialidades e talentos, de forma a se encontrar dentro de nossa comunidade e contribuir da melhor forma, trazendo o nosso desenvolvimento e o seu desenvolvimento individual como pessoa. Em vez de um homem que passará a vida servindo de escravo a um sistema que cada vez mais destrói o que ele mais valoriza no qual ele não tem perspectiva nenhuma, apresentamos um mundo em que o homem poderá desenvolver os seus melhores talentos e construir obras significativas para o seu mundo.

Não acreditamos que poderemos trazer mudanças efetivas dentro do atual sistema democrático, isto é, através de criação de partidos e mera panfletagem política, pois esse sistema já está viciado. Ele foi desenhado para servir a atual ordem.

Por isso, a mudança de nosso mundo não será realizada trocando as figuras no poder, mudando os partidos ou através de alterações de modelos ideológicos políticos, mas será realizada a partir de uma regeneração moral da sociedade que trará os fundamentos para um novo mundo em que o homem se sente parte de algo maior.

Como se juntar à causa?

Valorizamos aqueles que por sua própria iniciativa e coragem decidem se dedicar à nossa causa e à construção de um novo mundo. O dever, a honra e o mérito são os valores básicos que nos guiam. Assim, cada membro deve encontrar o seu lugar dentro de nosso grupo e de nossa sociedade a partir de suas inclinações, talentos e deveres.

Para se juntar à Ação Identitária Paulista é necessário para o interessado entrar em contato conosco, para se apresentar, mostrar suas motivações, entender nosso grupo e ideias e encontrar o seu lugar dentro da causa, isto é, decidir como poderá contribuir e ajudar nos esforços.

Para ser aceito no grupo, é fundamental concordar com nossos princípios e objetivos.

Para entrar em contato, utilize os seguintes endereços:

E-mail:

acaosp@yandex.com

Facebook:

Ação Identitária Paulista

As ações e posicionamentos oficiais da Ação Identitária Paulista são publicados apenas na presente página e em nossa página do facebook.

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3 comentários em “Quem somos

  1. Fiquei muito surpreso com o texto. Apoiado totalmente. A renovação da mentalidade do paulista e a retomada dosnossos valores e tradição, que nunca foram totalmente deixados de lado, é questão de tempo. É o que as pessoas ainda não perceberam que querem.

    Curtido por 1 pessoa

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