Teorias Políticas e Fetichismo pelo Estado

Devido a tais batalhas ideológicas que se travavam na modernidade, as questões nacionais e identitárias foram, inevitavelmente, projetadas nas teorias políticas combatentes. Certas identidades nacionais que eram dominantes em alguns estados eram então elemento ideológico para o estabelecimento dos Fascismos europeus, como na Alemanha, na Itália e na Espanha. E outras identidades que, historicamente, travaram batalhas por autonomia e resistiram a supressões culturais, como os bascos e catalães na Espanha, eram então levadas pelo comunismo, como uma forma de resistência ao regime Fascista corrente que visava a homogeneização da nação em torno do Estado.… Leia mais Teorias Políticas e Fetichismo pelo Estado

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Quanto vale a Autonomia de S.Paulo? Ou, a farsa da solidariedade nacional.

Entre 1530 e 1708 São Paulo foi colocado na margem da governança de Lisboa. De fato nem consideravam muito os paulistas, éramos uma colônia esquecida. Já o litoral nordestino fervilhava riqueza produzida pelo ouro branco – o açúcar. Porém a riqueza nordestina ficou, como sempre, nas mãos de uns poucos ricos, senhores de engenhos nordestinos, comerciantes portugueses e financistas judeus-holandeses da companhia das Índias Ocidentais. Por sua vez os paulistas o que fizeram ante sua aparente pobreza? Pediram ajuda para o governo central? Imploraram emprego em outras regiões? Exigiram ‘reparações’ pelo preconceito que recebiam das outras regiões e do governo central? Recebiam bolsas, vales, ajuda proveniente dos impostos dos produtores de açúcar nordestinos? Claro que não. Os paulistas não receberam nada, nenhuma ajuda foi oferecida, e muito menos solicitada. Porque os paulistas eram orgulhosos e diante da pobreza, decidiram criar sua própria riqueza.… Leia mais Quanto vale a Autonomia de S.Paulo? Ou, a farsa da solidariedade nacional.

Os Caminhos Fluviais e Os Paulistas

Nas terras paulistas tudo foi diferente. A lógica comercial e social portuguesa não se aplicava, seja porque as terras paulistas estavam num planalto quase inacessível pela muralha de pedra da serra do mar, seja porque a restrita faixa litorânea era demasiadamente distante das rotas marítimas, e seu solo pobre, em comparação ás ricas terras nordestinas. Neste ínterim, nem o açúcar prosperou, tampouco o sistema de engenho. Tal sorte permitiu um trato diferente aos indígenas, não vistos como estorvo, mas como aliados, diante das constantes escaramuças que os colonos sofriam diante de tribos hostis. Tibiriçá, chefe indígena, a quem São Paulo deve tudo, reuniu legiões de índios para defender o recém-fundado povoado de São Paulo de tribos indígenas hostis, no seu período mais vulnerável.… Leia mais Os Caminhos Fluviais e Os Paulistas