Quanto tempo levaríamos para mudar nossa sociedade

Por Nogueira Sousa

Muitos nos perguntam como e quanto tempo levaríamos para conseguirmos o que queremos e se isso é realmente possível.

Temos absoluta convicção de que a nossa causa será alcançada, se fosse de outra forma nosso grupo sequer existiria, nos dedicaríamos a outras coisas. A ordem tenta fazer o melhor para nos deixar desmotivados, de forma que aceitemos o que nos impõem porque é o “menos pior”, como se fosse ok dizer que “esse modelo de sociedade não é bom, mas ainda é melhor que tal país.”

Quanto ao como e quanto tempo levaríamos, devemos pensar em como e quanto tempo leva para uma sociedade ser subvertida e destruída para termos uma ideia sobre o que deveríamos fazer.

Para que isso aconteça, é necessário no mínimo de 15 a 20 anos. Por quê? Porque é o tempo necessário para educar pelo menos uma geração. Se uma geração é educada para ver o mundo de certa forma, então ela construirá o mundo de acordo com a sua visão. E isso pode ser observado em nosso mundo ocidental.

Houve a geração de 68, revolucionária, criadora dos diversos movimentos de contra-cultura, com elementos derivados da velha esquerda, mas nascida em sociedades liberais. Os jovens de tal geração, aqueles que deixaram de ser hippies e viram que alguma hora deveriam trabalhar e colocar suas vidas no lugar, estudaram, cresceram e chegaram em posições de influência em suas comunidades, mas continuaram se rebelando contra o conservadorismo de seus pais, lembrando do fantasma do totalitarismo. Dessa forma, educaram a próxima geração, seus filhos, ou seja, a geração que trouxe com veemência as ideias progressistas e esquerdistas para as faculdades, escolas e mídia. No Brasil, a Ditadura Militar, apesar de reprimir com força guerrilhas comunistas, fez pouco para reprimir o avanço esquerdista nas universidades. Assim, aqueles educados nessa geração foram aqueles que fizeram a abertura democrática.

E temos a nossa geração, a que herdou todo esse lixo produzido nas últimas décadas, mas num contexto onde o ocidente liberal é hegemônico, onde o comunismo fracassou como ideologia e onde o que resta é o fantasma do terrorismo de países “atrasados”.

A nossa geração passou a brigar com as anteriores, a mesma que a educou. Não é difícil lembrar de casos de alunos militantes que invadiram aulas de professores de uma geração mais antiga da esquerda e brigaram com eles. As gerações anteriores estão vendo o monstro que criaram, mas insistem nos mesmos erros, eles não querem ter que “desconstruir” tudo aquilo que passaram décadas defendendo.

E restam aqueles que estão completamente desiludidos com o rumo que as coisas tomaram e estão perdidos entre uma falsa oposição de uma direita liberal contra a nova esquerda. Dois lados que veem em modelos decadentes de sociedades ocidentais, como as metrópoles da Inglaterra, França ou Suécia os exemplos. Um por sua “liberdade de mercado desenvolvimento econômico” e outro por seu “igualitarismo e tolerância”. Dizem-nos para escolhermos ou Marx ou Mises. Mas por que apenas essas duas opções? Por que não podemos traçar nosso próprio caminho?

Assim, temos que tentar fazer o caminho inverso antes que entremos em total colapso: precisamos educar uma nova geração em formas políticas saudáveis, desenvolver uma comunidade, um networking. Se tivermos pelo menos um local onde aqueles que estão insatisfeitos possam se encontrar e participar contribuindo com seus melhores talentos, estaremos formando aqueles que chegarão em posições de influência no futuro e que poderão mudar as coisas. E essa é a meta da Ação Identitária Paulista.

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